sábado, 19 de setembro de 2026

"𝗨𝗠𝗔 𝗠𝗨𝗟𝗛𝗘𝗥 𝗖𝗢𝗡𝗧𝗥𝗔 𝗛𝗜𝗧𝗟𝗘𝗥" : DE VEZ EM QUANDO, OS ALEMÃES (𝗥𝗘)𝗩𝗜𝗦𝗜𝗧𝗔𝗠 SEU INFERNO

                                                 



    A história é REAL. E ao mesmo tempo em que conta um dos piores momentos da humanidade, mostra um dos momentos mais corajosos e emocionantes de resistência e enfrentamento contra a opressão, o fascismo, o nazismo. 
    Aqui, quem desce ao inferno são os próprios alemães. Com muita competência e consciência histórica produziram o filme "Uma Mulher Contra Hitler". O roteiro conta a (breve) vida de Sophie Magdalena Scholl (vivida pela ótima atriz Julia Jentsch), única mulher no grupo Rosa Branca formado por jovens estudantes universitários que resistiam (ao jeito deles, sem armas) ao facínora Adolph Hitler. 
    Os fatos aconteceram em Munique, 1943. Sophie e o irmão dela, Hans (interpretado por Fabian Hinrichs) são presos quando distribuíam panfletos na Universidade. A produção impressiona pela força dramática (sem cair no piegas). Julie, apesar da aparente fragilidade física da personagem, faz uma interpretação com muita coragem e personalidade. Tanto é que ganhou o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Berlim. Quem também foi premiado, no mesmo festival, foi o diretor Marc Rothemund que, segundo historiadores/pesquisadores, transmitiu bem o ambiente claustrofóbico, meio escuro, com uma luz forte na cara de Sophie, nas cenas do interrogatório.
    Na tela vemos o ativismo, a prisão, o julgamento e a sentença de Sophie. Destaque para o ator André Hennicke que fez o histérico e implacável juiz nazista Roland Freisler. Ele conduzia a audiência aos berros num julgamento de cartas marcadas. É aquele típico personagem que você fica com raiva dele...
    "Uma Mulher Contra Hitler" - indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional em 2006 - está disponível no Prime Vídeo.