sábado, 11 de julho de 2026

𝐂𝐎𝐏𝐀 𝟐𝟎𝟐𝟔: NÃO BASTA SER REPÓRTER... TEM QUE SER 𝐀𝐍𝐈𝐌𝐀𝐃𝐎𝐑 𝐃𝐄 𝐓𝐎𝐑𝐂𝐈𝐃𝐀!

   




     Os tempos mudaram. Mas, pensa aí, pra melhor ou pra pior? Antigamente, repórter ia mostrar uma festa, uma "animação" de torcidas em Copa do Mundo e ... reportava. Mostrava, óbvio, a galera "se esbaldando" (principalmente se fosse jogo do Brasil), entrava, óbvio (2) naquele climão de festa, mas mantinha um certo distanciamento. 
    Mas... com o advento das redes sociais, a televisão caminha para a beira de um abismo. Não sabe se fica onde está (como um veículo para mostrar notícias ou comportamentos), ou se pula de corpo e alma no "espírito internet" - onde nem sempre a credibilidade é o mais forte... - e "se abraça" na folia.
    Assim, na Copa 2026, já vimos de tudo! Nas entradas ao vivo, jornalistas se abraçando com torcedores; cantando; pulando; rebolando até o chão...E a linha entre a galera "confraternizar" com o repórter e partir para um (condenável!) assédio é bem fina. Afinal, muitos daqueles que estão na festança já tomaram mais de um gole. Ok! Sei que "quem bebe não bebe a razão", e "não é justificativa"  para atos libidinosos. Mas vai explicar isso para uma pessoa cozida de tanta birita. Infelizmente, muitos que bebem álcool liberam seu lado mais sombrio...
    Volto a reforçar: Repórter em festa de torcida não vai se comportar, claro, como se estivesse num velório. Mas, a festança é DA torcida. É bom mostrar um distanciamento mínimo.
    É preciso manter a (mínima) credibilidade que ainda existe na profissão de jornalista.

    * A imagem (meramente ilustrativa) foi criada com auxílio da I.A.