quarta-feira, 19 de agosto de 2026

𝗔𝗟𝗘𝗫𝗔𝗡𝗗𝗥𝗘 𝗗𝗘 𝗠𝗢𝗥𝗔𝗘𝗦 DEFENDE A VOLTA DO 𝗗𝗜𝗣𝗟𝗢𝗠𝗔 𝗣𝗔𝗥𝗔 𝗝𝗢𝗥𝗡𝗔𝗟𝗜𝗦𝗧𝗔

                          



   "Está na hora de refletirmos sobre a questão do diploma de jornalismo....há sempre um período de transição de reconhecimento daquele que já está na profissão. Mas da mesma forma que no início do século, o Brasil admitia rábulas , as pessoas não formadas em Direito, isso foi afastado com uma regra de transição. Hoje, com as redes sociais em que qualquer pessoa que acorda e diz 'a partir de hoje eu sou um jornalista' e começa, no seu blog a ofender a honra de inúmeras pessoas e se escudar na liberdade de imprensa, e claramente nós não podemos normalizar isso e tratar essas pessoas como a imprensa séria, o jornalismo sério, Então talvez seja o momento mesmo de refletirmos com uma regra de transição para aqueles que já exercem seriamente  a profissão , mas como qualquer outra profissão no Brasil,  uma regulamentação para evitar exatamente que vossa excelência disse 'talvez o PCC, talvez o comando vermelho comece...', não! Infelizmente já se infiltraram em redes de desinformação nas redes sociais e aí basta colocar especialista, jornalista pra tratarmos como tal, então é o momento de seriedade, principalmente pra garantir o que é mais importante na Constituição  nesse tema: a liberdade de imprensa. A liberdade de imprensa e um dos pilares fundamentais da democracia. Se nós deixarmos que a imprensa seja contaminada por pessoas que não são da imprensa, não são jornalistas, e não lutam pela informação , nós estaremos desgastando um dos grandes pilares da democracia."

    Quem diz isso não é esse humilde escriba (jornalista diplomado, formado pela Universidade Federal do Paraná, com registro no Ministério do Trabalho), é o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Ele fazia um comentário para o colega dele, Flávio Dino.
    Xandão pede que os colegas dele de corte repensem fazer voltar a exigência do diploma. Exigência que nunca deveria ter acabado.
    Mas... em 2009, por 8 votos a 1, os ilustres ministros do STF rasgaram o diploma para o Jornalismo. Votaram pelo fim da exigência: Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Ellen Gracie, Ricardo Lewandowski, Eros Grau, Carlos Brito, Cezar Peluso e Celso de Mello. 
   Único magistrado que votou pela manutenção da formação universitária para o exercício da profissão: Marco Aurélio Mello.
   Há que se lembrar que patrões da imprensa hegemônica, naquela época, estouraram uma champa pra comemorar a decisão. A partir daquele momento, poderiam contratar quem eles quisessem: apadrinhados e apaniguados. 
    E a qualidade do serviço, ó... Se é que dá pra chamar de "serviço" o que muitos prestam por aí...
    O fato de acabar com a exigência de formação acadêmica para o exercício de uma profissão é dar um passo (enorme!) atrás na Educação. Porque "impedir" que uma área tenha profissionais melhor formados?
    "Ah, mas as faculdades formam mal..." Então você vai acabar com elas por causa disso? Que se melhore a qualidade do ensino. Essa deve ser a exigência. Mesma coisa vale para Medicina, Direito, Engenharia, Odontologia, Pedagogia...
    "Ah, mas por que não exigem, então, uma pós-graduação em jornalismo?" Isso seria o mesmo que fazer um puxadinho pra tentar resolver a falta de moradinha.
    Jornalismo exige formação humana e técnica na área. É difícil pra quem não é jornalista compreender isso. É preciso habilidade e conhecimento de procedimentos para fazer um texto jornalístico.
    Já pensou eu, jornalista profissional, fazer uma pós-graduação em Medicina e sair por aí trabalhando como médico? Não dá, né!? Eu nem iria querer fazer isso. Respeito muito o que os médicos fazem. Cabe a eles o ofício. 
    Se o desejo é ser jornalista, se apresentar como "da imprensa", não é difícil. Basta prestar vestibular e fazer o curso. 
    Também defendo que fosse criada uma "OAB" dos jornalistas. Uma Ordem para aprovar, fiscalizar e permitir o exercício profissional. 
    Seria uma OJB - Ordem dos Jornalistas do Brasil.

    * A imagem tem o auxílio da I.A.