Seria uma receita muito estranha (exótica?) misturar na mesma "panela" o Galo e o Galã. A ala progressista da política curitibana (sim! ela existe, apesar do perfil ultraconservador da maioria dos eleitores da capital) percebeu que essa mistura seria indigesta (se é que, oficialmente chegou a se pensar nessa fórmula...) para o povo paranaense, esperneou, e os caciques partidários, aparentemente, mudaram de ideia.
Pra quem não acompanhou mais de perto: na união dos partidos para a disputa do governo do Paraná, chegaram a pensar na possível chapa: Requião Filho (PDT) candidato a governador, e Paulo Roberto da Costa, apelidado de Galo (Solidariedade), como candidato a vice. Seria juntar o progressista e o popularesco, porque Galo fez carreira na televisão apresentando programas policiais de forte apelo popular, sensacionalista.
E olha que há a informação de que generais (tanto masculinos quanto femininos) de muitas estrelas de partidos de esquerda (e não de uma estrela só...) chegaram a mexer os pauzinhos para essa dupla vigorar. Com a grita do lado esquerdo das ruas, voltaram atrás.
Mas assim como na química (onde água e óleo não se misturam), na política essa combinação não daria uma boa receita.
Desse jeito, Galo - que já foi deputado estadual - afirmou que o voo dele é em outra direção. Não em sentido do Palácio Iguaçu. Mas direto para Brasília: agora vai ser candidato a deputado federal.
E Requião Filho deve divulgar, finalmente, nessa quarta-feira,5, quem vai ser o candidato a vice dele. É quando vai ser realizada a convenção do PDT.
* "O Galo e o Galã" é um trocadilho feito por um amigo jornalista muito criativo...
