O apresentador, ator e dublador Roberto Maya, morreu aos 91 anos, em um hospital de Campinas, São Paulo. Motivo: Insuficiência respiratória.
Ele apresentou um dos principais programas jornalísticos da TV brasileira no fim dos anos 80 e nos anos 90: "Documento Especial" na Rede Manchete. Nessa emissora a atração ganhou o subtítulo "Jornalismo Verdade".
Não era como o Globo Repórter que investe muito no visual com "show de imagens bonitinhas". No "Documento", o texto era "áspero", as imagens cruas e a edição não era "polida". Em várias situações, imagens sem edição iam ao ar. Um dos melhores programas foi "Quando Pobre vai à Praia". Dá pra achar no YouTube. Não era uma produção de aporofobia. Pelo contrário. Mostrava os perrengues que a galera sem grana enfrentava pra chegar a uma diversão que, teoricamente, é de graça: A praia.
O "Documento" e Maya passaram, também, pelo SBT e pela BAND.
Como ator, estreou no cinema em 1961 no filme "Teus Olhos Castanhos".
Entre as novelas estão: "A Pequena Órfã (1968), "Simplesmente Maria" (1970). "Éramos Seis" (1977), "O Profeta" (1977), "Final Feliz" (1982), "Bambolê" (1987), "Paraíso Tropical" (2007) e "Desejo Proibido" (2008). O último trabalho foi a série "Psi" (2015) na HBO.
Roberto Maya está na galeria de grandes artistas que fizeram a televisão brasileira.










