sexta-feira, 14 de agosto de 2020

"EXPRESSAS": NOTÍCIAS NA VELOCIDADE DA LUZ!


Anvisa nega "acesso fácil" à cloroquina e ivermectina.

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Até tu, Flavinho? Empresário afirma que loja de chocolates de Flávio Bolsonaro "fraudava notas fiscais". Vixe! O choco ficou amargo!

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Deu uma pisada no freio (viu o abismo muito próximo...): Bolsonaro diz que teto e responsabilidade fiscal seguem como "norte".

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Felix Fischer, ministro do STJ: "As manobras de Queiroz e da mulher Márcia saltam aos olhos".

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Eita, vamos ter de aguentar! Marco Aurélio nega pedido de liminar para afastamento de Paulo Guedes.

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Claro, sempre sobra no (bolso) dos pobres: Indicador mostra inflação maior para famílias de renda menor.

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Lá vai ter vacina "pra dedéu": Reino Unido garante 340 milhões de doses de vacina contra covid-19.

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Caraca, que humilhação! Bayer de Munique mete 8 a 2 no Barcelona e vai à semifinal da Liga dos Campeões.

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Técnico do Athletico, Dorival Junior, está com covid-19.

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Diretor do Coritiba, Pastana, diz que demitir o técnico Barroca "não é a solução". O Coxa vem de 4 derrotas seguidas: Duas para o Furacão na decisão do Paranazão 2020 e duas no Brasileirão.



PARABÉNS AOS "ENVOLVIDOS": PARANÁ COM MAIS DE 100 MIL CASOS DE COVID-19

    Do governador (que abraçou a "causa bolsonarista" desde o primeiro dia de mandato... ao prefeito da capital que fica nessa de "autoriza abrir o comércio/manda fechar o comércio"...) à tchurma que sai pra "dar um rolê" com as "migas" e "migos" e com o "Mozão"...todo mundo sem máscara, sem distanciamento social. Poisintão...
    Secretaria de Saúde registra nessa sexta-feira, 14 de agosto: 100.716 casos confirmados e 2.583 mortos. Só hoje foram 36 vítimas fatais e 2.250 novos infectados.
    Que tal mais AÇÃO e menos DISCURSO?






CURITIBA É UM BOEING-777 SEM CONTROLE...ESSE É O NÚMERO DE MORTOS PELA COVID-19



    Apesar de...a Prefeitura de Curitiba "flertar" com a ideia de trocar a cor da bandeira de alerta, a situação na capital não é nada "confortável". Pelo contrário: Foram registradas mais 11 mortes (idades entre 61 e 89 anos) nessa sexta-feira . Total já chega a 777
    Novos casos: 490. Desde março, a soma "bate" em: 26.353. Ocupação de UTIs está em 85%.
    A Secretaria Municipal de Saúde "espera" mudar a bandeira de laranja para amarela depois desse fim de semana. Ficam as perguntas: Não seria melhor esperar um pouco mais? Vamos lembrar que teve aglomerações no comércio, muitos filhos visitando pais.... Não teria ocorrido mais contaminações por conta do Dia dos Pais?. Esses casos (em número maior) não podem aparecer a partir de agora?




"QUE CABELO É ESSE, MERMÃO?"

(fonte: Leandro Assis)

Como diz o Leandro, não é tira de "humor"...é de "ódio".

A CONDENAÇÃO DE NEGROS PELA JUSTIÇA BRASILEIRA (OU...NOSSA ELITE BRANCA DE NEVE)

                     
(foto: livro "Prisioners")

Esse homem negro foi preso, nos EUA, por "resistência", no começo do século passado


   No portal "Socialista Morena", o doutor em Ciências Sociais, Richard Santos, fala sobre o preconceito racial no Brasil, a partir de uma sentença - com uma frase racista - de uma juíza de Curitiba. Veja o texto dele abaixo:

O caso de racismo originado na sentença da juíza Inês Marchalek Zarpelon, da 1ª vara criminal da Comarca da Região metropolitana de Curitiba, que condenou Natan Vieira da Paz, homem negro de 48 anos, a 14 anos e 2 meses de prisão, é um caso clássico de ação formulada a partir do imaginário constituído sobre determinado sujeito ou comunidade por códigos raciais que sequestram a humanidade e cidadania alheia, única e exclusivamente por não pertencer à raça sociológica da elite dominante. No caso brasileiro, a raça branca.
Ao registrar a sentença em longo arquivo com mais de uma centena de páginas, a excelentíssima registrou e reafirmou o seguinte: “Sobre sua conduta social nada se sabe. Seguramente integrante do grupo criminoso, EM RAZÃO DA SUA RAÇA, agia de forma extremamente discreta os delitos e o seu comportamento, juntamente com os demais, causavam o desassossego e a desesperança da população, pelo que deve ser valorada negativamente”, escreveu Zarpelon na página 107, de 115, de sua sentença condenatória.
Ora, afirma ela que por ser de raça distinta do padrão determinado como o belo, aprazível, superior, civilizado e/ou desconstituído de dúvidas quanto a origem e comportamento ilibado (tradução minha aos escritos da magistrada), o cidadão deixaria de ter direitos estendidos a todos os cidadãos e regulados constitucionalmente pela Carta Magna de 1988, para se configurar no criminoso potencial.
Ao ler essa notícia, tende-se a imputar culpa única e tão somente à magistrada, servidora pública, no desvio ético das funções que regem o serviço público e, ainda, no desvio administrativo que rege e/ou deveria reger o ato laboral da magistratura, carreira mediadora daquela significada como cega para as distinções e códigos racializados que coube-nos chamar de Justiça. Porém, cabe-se ainda averiguar de onde nasce e frutifica ato tão repugnante para alguns e empedernido em outros que nomeamos como racismo. Cabe-se averiguar os currículos das escolas de Direito e formação da magistratura no Brasil, qual o lugar de Lombroso, Nina Rodrigues e outros eugenistas que ainda imperam e são referência no pensamento social e político brasileiro.
Ouso afirmar que eles estão vivos, estão entre  nós e regulam nossas vidas, são referências silenciosas em atos que se consolidam em decisões judiciais como a dessa senhora, orientam a formação das forças de segurança do Estado ao lidar com a população racializada, mas também são significativos no aparelhamento midiático por brancos, na emissão de códigos não racialmente e socialmente plurais, são influentes no silenciamento de intelectuais negros e suas produções, o que a filósofa Sueli Carneiro classificará de epistemicídio, são essenciais para a Universidade eurocêntrica e racista que temos.
O ato consolidado na escrita da sentença exibe nua e cruamente a sociedade que a elite branca brasileira criou e a que estamos submetidos, e que a Maioria Minorizada em atos, produções e intervenções tenta reconfigurar. Desde a formação da nação, quiçá antes disso, é a sociedade que impede a possibilidade de formação cidadã para todos, estendendo a possibilidade de constituição de um ser completo, cidadão em nossa acepção ao um grupo específico representado por essa elite branca. Importante lembrar o escrito sobre isso do professor Milton Santos, que dirá que a formação social brasileira possibilitará apenas as “cidadanias mutiladas”, luta-se aqui por direitos ao consumo, ao destaque pelo ter, e não pelo ser.
Outro que nos antecede nesta perspectiva que seria reducionista de imputar culpa apenas e unicamente à magistrada, é Clóvis Moura, que nos dirá que no Brasil foram construídas as “barreiras de impedimento”, onde os ferramentais da lei, a incidência nos costumes e a subalternização dos negros aos trabalhos e produção considerada inferior, será traduzida em barreiras que impedem a mobilidade e o reconhecimento de uma cidadania plena. E, dentre outros, a professora Célia de Azevedo que inspirou o título desse artigo e em seu livro apresenta com densidade a arquitetação político-jurídico da elite brasileira para cercear a mobilidade negra no Brasil com receio da perda de espaços de poder e dominação.
Por fim, procura-se com isso trazer à baila que o deplorável ato da magistrada não está desassociado do comportamento majoritário da elite brasileira em todos os seus aspectos. O racismo estrutural da sociedade brasileira é responsável por um prejuízo contumaz ao desenvolvimento e às possibilidades de emancipação plena desta fatia populacional que classifico como Maioria Minorizada. A realidade demonstra que, ao contrário do que apontaram sociólogos brancos, clássicos no pensamento social brasileiro, e muito articulados para pensar as relações de classe e raça, caso de Florestan Fernandes  e Caio Prado Júnior , a situação vivida pelo negro brasileiro não é uma mera dificuldade de inserção na sociedade de classes por uma inaptidão que levaria a uma anomia social, mas sim um sistemático mecanismo de exclusão, eliminação e formação de contingente humano, reserva da máquina de destroçar vidas e esperanças.

Richard Santos é doutor em Ciências Sociais pelo Departamento de Estudos Latino-Americanos da UNB, professor Adjunto da UFSB e líder do Grupo de Pesquisa Pensamento Negro Contemporâneo, UFSB-CNPQ. Autor de Branquitude e Televisão. A Nova (?!) África na TV Pública, está lançando Maioria Minorizada – Um dispositivo analítico de racialidade.



"LA DOLCE VITA" DE FABRÍCIO...

(Charge: Miguel Paiva)

QUE FEIO, HEIN, "JN": GLOBO ESCONDE DENÚNCIA DE PROPINA DE DOLEIRO A PROCURADOR DA LAVA JATO

    "O Jornal Nacional de 13 de agosto não noticiou que o “doleiro dos doleiros” Dario Messer delatou pagamento de propina ao procurador da Lava Jato Januário Paludo para “lhe proteger das investigações” na PF e no MPF do Paraná, conforme noticiou a CNN BrasilSegundo reportagem da CNN, “o MPF do Rio afirmou não ter competência para tratar do assunto e encaminhou o anexo à Procuradoria-Geral da República em Brasílique [incrivelmente] arquivou a investigação."
                                  Trechinho de texto do blog do Jeferson Miola.


DEPUTADO GUSTAVO FRUET "DESCE OS BETS" EM GRECA: "DEFENDE OS DONOS E NÃO OS USUÁRIOS DO TRANSPORTE COLETIVO"

 
    Por causa da pandemia, a Prefeitura de Curitiba propôs um "auxílio emergencial" às empresas de transporte público de Curitiba no valor que pode chegar a um total de 120 milhões de reais, dependendo da extensão do isolamento social.
    Rafael Greca (DEM), candidato à reeleição, deu entrevista à Jovem Pan sobre o assunto. O ex-prefeito de Curitiba, deputado federal Gustavo Fruet (PDT), que é pré-candidato à Prefeitura da capital paranaense, "soltou o verbo" e "basculou uma carga de críticas" em cima do atual prefeito. Nas redes sociais, Fruet mandou essas:
    "O prefeito da maçaneta, das viagens com comitivas, das obras de artes em suas casas semelhantes às do acervo da prefeitura, da defesa dos donos e não dos usuários do transporte coletivo, só se esquivou das perguntas. Responsabilizou as universidades pelo fechamento do comércio na pandemia. Responsabilizou os pais pelo fechamento das escolas particulares."
    Nas redes sociais, Gustavo Fruet já havia criticado Greca:
    

Ao final dos 4 anos da gestão Greca, terão sido repassados p/as empresas mais de R$ 500 milhões, considerando todas fontes d subsídio. Valor suficiente p/revitalizar o Contorno Sul Curitiba, construir 10 trincheiras na Linha Verde ou implantar uma linha de VLT na Av Mar Floriano.
Deixará um deficit sem precedente com uma tarifa tecnica que ira chegar proximo de R$8,00 ano que vem! E cumprimento o Exercito Brasileiro pela colaboração na limpeza dos ônibus, o que é obrigação contratual do sistema!!

DIRETO DO TÚNEL DO TEMPO...

    Monte Carlo? Milão? Roma? Nápoles? Não... é Curitiba numa noite de 1964.

(fonte: "Curitiba de Outros Tempos")

QUEM É O "TONTO" DESSA HISTÓRIA???