Viajar com passagens pagas pela "viúva" fica fácil e é agradável, não é mesmo? Bora lembrar que "viúva" nesse caso não é uma mulher que perdeu o marido, mas uma gíria antiga pra identificar que foi usado dinheiro público, do tesouro nacional, como se fosse uma herança.
Foi exatamente isso que fez Flávio Bozó (naro), do PL. E, pasmem os senhores e as senhoras de bem, para visitar o banqueiro marginal (quem está à margem da lei...), Daniel Vorcaro, do Banco Master. O tio explica: No dia 28 de novembro do ano passado, Vorcaro saiu da cadeia (foi a primeira prisão!) e foi pra casa, em São Paulo, usando aquele adereço conhecido como tornozeleira eletrônica.
No dia seguinte, Flávio não se conteve e pegou um avião com destino à capital paulista. Detalhe: Não tinha agenda oficial de senador na cidade. Foi só para se encontrar com o elemento. Detalhe 2: Pediu ressarcimento do valor das passagens e foi reembolsado com dinheiro público.
Quer dizer: Eu e vocês, meus amigos e minhas amigas ("irmãos em Cristo" como diz a Michelle...), pagamos, do nosso bolso, esse encontro.
Veja quanto nós pagamos (informação do Portal da Transparência do Senado Federal): R$ 2.216,77 (voo da Tam de BSA para SPO) - eita passagem cara, sô! e R$ 413,22 (voo da Azul de SPO para BSA) na noite da mesma data.
Diferença escandalosa de preços. E não importa! Poderia ser 1 real ou 10 mil reais. Repito: Saiu do nosso bolso!!!
Todo mundo sabe que Flávio Bozó encontrou com o banqueiro que está com a ficha mais suja do que pau de galinheiro. E como não podia negar o encontro, diante de uma plateia de puxa-sacos e de alguns jornalistas, se pronunciou nessa terça-feira,19:
"Eu fui sim ao encontro dele para botar um ponto final nessa história. Dizer que, se ele tivesse me avisado que a situação era grave como essa, eu já teria ido atrás de outro investidor há muito mais tempo e o filme não correria risco”.
Mano, conta outra! Tentar "pagar de inocente", de desinformado, agora, não dá mais! Bora lembrar que Flávio disse para Vorcaro, num telefonema gravado, bem antes, ainda quando pedia dinheiro para o filme sobre o pai dele:
"Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente!"