Se você quer realmente saber o que acontece nos países do futebol (México, Estados Unidos e Canadá) até 19 de julho (dia da final do torneio), teu canal não é aquele tradicional telejornal da noite, muito menos aqueles infindáveis programas de "mesas redondas", onde tem muito achismo e pouquíssimo jornalismo. Você tem que buscar "vias alternativas". Na internet, por exemplo.
Em blogs, em alguns portais, e em poucos perfis de rede social, a cobertura é feita como deve ser: Sem "pachequismo" (Pacheco, aquele torcedor fanático...) e com uma visão crítica do esporte e do que acontece "no entorno" (social) da Copa. Críticas ao presidente da FIFA? "Ah, deixa quieto! Não mexe com isso!" A televisão já teve isso. Mas praticamente acabou. E a gente quase não vê por aqui...
Nos telejornais é um desfile de "jacuzismo", de "breguice" que não acaba mais. Jornalistas ficam deslumbrados, por exemplo, com as luzes (parecem "mariposas"...) da Times Square no centro de Nova York. Eles deveriam estar lá para informar, não para se deslumbrar... Algo sobre a greve dos professores que colocaram barracas no centro da Cidade do México? Hummmm...
E as "mesas redondas", então? Notícia que é bom é artigo raro... É um festival de egos, de vaidade, de querer "adivinhar" quem vai ser escalado, como a seleção vai jogar... É "achismo" puro! Quando tem uns 2 jornalistas nessas mesas ainda pode pintar alguma informação sobre os problemas sociais. Porque os boleiros "comentaristas" só sabem falar de bola rolando. E, de vez em quando, ainda dizem o óbvio.
" Ah, e quem tá preocupado se o sujeito que preside os EUA impede que árbitro, pessoas de comissões técnicas e torcedores de algumas seleções entrem no país? Que ele humilhe delegações? Que assuntos chatos, né?"
"Vamos falar do que interessa.... futebol! É pra isso que estamos aqui!"
Você, claro, não vai fazer um programa de uma ou de duas horas ,num canal de esportes, só com os "problemas" do Mundial. Mas essa Copa é fora do normal. Exige uma atenção extra. Mas para isso é preciso ter jornalistas com informações.
Além de todos os absurdos e abusos que o Laranjão comete no país dele, esses programas deveriam informar, ainda, que no México, professores e outros funcionários públicos estão em greve e acampados no centro histórico da Cidade do México; que esses profissionais bloquearam de forma total ou parcial, as principais ruas que levam ao Estádio Asteca, local da abertura da Copa nessa quinta-feira. Um manifestante até ameaçou: "El balon no va a rodar!"
E do Canadá quase não se fala nada! Por lá, há denúncias de "faxina social": A remoção de pessoas em situação de rua das áreas turísticas....Mais: estudantes foram reprimidos pela polícia por protestarem contra o genocídio de Israel em Gaza... como se não bastasse, há um desinteresse pela Copa. Um dos principais motivos é o preço escorchante que a FIFA cobra pelos ingressos.
Isso tudo acontecendo e , na "mesa redonda", o importante é debater quem foi convocado, quem ficou de fora, o técnico, a tática de jogo...
O jornalismo toma de 7 a 1.