Indo direto aos fatos: o relatório final da CPI do crime organizado foi rejeitado, reprovado, pelos integrantes da Comissão do Senado. Seis senadores votaram contra o documento (elaborado pelo senador Alessandro Vieira, MDB/SE):
Beto Faro (PT/PA), Teresa Leitão (PT/PE), Otto Alencar (PSD/BA), Humberto Costa (PT/PE), Soraya Thronicke (PSB/MS) e Rogério Carvalho (PT/SE).
Além de Alessandro, votaram a favor:
Eduardo Girão (Novo/CE), Espiridião Amin (PP/SC) e Magno Malta (PL/ES).
Duas coisas chamaram a atenção que causaram grande polêmica: A inclusão do nome de 3 ministros do STF e a ausência de várias figuras enroladas com atos de crimes organizados.
Comecemos com os magistrados: Alessandro considerou que deveriam ser indiciados os magistrados Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes; e ainda o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Eles seriam enquadrados em crime de responsabilidade.
Como era de se esperar, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, foi pra cima e considerou o relatório "indevido":
“A Presidência do Supremo Tribunal Federal repudia de forma enfática a indevida inclusão e o alegado envolvimento dos Ministros. [...] Desvios de finalidade temática dessas Comissões, todavia, enfraquecem os pilares democráticos e ameaçam os direitos fundamentais de qualquer cidadão.[...] Ninguém está acima da lei, e os direitos fundamentais prescritos na Constituição devem ser integralmente observados. [...] E cabe a todos respeitar a independência e a autonomia dos Poderes da República”.
Outros nomes ficaram de fora do relatório da CPI do Crime Organizado. E é gente graúda.
Veja:












