Nas eleições de outubro, 1.229 pessoas ligadas às policias (militar ou civil) e forças armadas são candidatas. Representam 5,99% (praticamente 6%) do total de candidatos. A informação é do TSE - Tribunal Superior Eletoral.
São candidaturas que defendem o discurso punitivista e o bodão "bandido bom é bandido morto".
A Agência Pública traz um "raio-x" do cenário apresentado pela justiça eleitoral: Policiais Militares representam 46,14% . Do total, 9,76% são policiais civis; bombeiros são 7,49%; representantes das forças armadas: 6,67%; e militares reformados são 7,49%.
Não é surpresa que esses candidatos representam a direita e a extrema direita. PL (partido do ex-presidente Bozonaro e presidiário por tentativa de golpe) tem 16% dos candidatos; Republicanos (10%); Podemos (8,22%); e Novo (7,24%).
A "bancada da farda" não tem nenhum representante concorrendo à Presidência. Mas a vice, tem! É o coronel Medida (tenente-coronel da reserva da Brigada Militar do RS). Ele é candidato a vice de Renan Santos (Missão).
Para governador, há 7 candidatos ligados às forças de segurança. Os destaques: Em São Paulo tem a policial Edjae (Agir); No Rio de Janeiro tem o coronel Busnello (Missão); e no Amazonas, o cabo Daciolo (Mobiliza).
Sim! É aquele mesmo cabo Daciolo, ex-candidato a presidente em 2018 e ex-deputado federal.










