"Ah, mas o cara vai trabalhar menos....vai dar prejuízo pra firma porque vai ter de contratar outras pessoas pra trabalhar na folga maior desses empregados!" Esse é um dos principais argumentos de patrões, executivos e chefetes sabujos ( que não trabalham seis dias por semana) para tentar barrar o fim da escala 6x1.
Mas... mas... o governo (autor de projeto sobre o assunto) tem a resposta e é fácil: O custo será compensado por produtividade maior e ambiente de trabalho mais saudável. O patrão precisa entender (não quer?) que o negócio só vai pra frente porque ele tem bons empregados que ajudam a aumentar os lucros.
O projeto de lei do governo prevê 40 horas semanais sem corte de salário em escala 5x2. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, mandou a letra:
"Olhem os outros países do mundo, quando se reduziu jornada de trabalho, quando se reorganizou a escala, o resultado foi aumento da produtividade no trabalho".
Quer exemplos? O Chile (país que abraçou o ultraliberalismo desde a época do ditador Pinochet (e é exemplo, para a extrema direita brasileira, de "boa administração pública"), já adotou uma redução gradual até 2028. Outro país da América do Sul, a Colômbia, já diminuiu para 42 horas horas semanais a carga de trabalho.
O que patrão precisa fazer? Sair da zona de conforto e estudar meios de dar mais condições humanas (para seres humanos!) pra que os empregados (e não venham com aquele papinho furado de "colaboradores"...) tenham, de fato, um ambiente, no mínimo, agradável para ganhar a vida.












