O presidente do Paraguai, Santiago Peña, avisou: renunciou ao cargo com a crise no Ueno Bank. Por questão protocolar, mandou o pedido ao Congresso.
A viola já estava em caco. Deputados da oposição protocolaram pedidos de impeachment do presidente e do vice. Isso para tentar impedir a renúncia. O jornal ABC Color me informa: O colapso no banco deixou 3 milhões de pessoas sem acesso às contas.
O Banco Central interveio no Ueno Bank por falta de solvência. A oposição acusa Peña de conflitos de interesse, uso indevido de fundos e acobertamento institucional na gestão do caso. O Ueno, um banco digital, administra cerca de 850 milhões de dólares em fundos públicos.
Com a crise, o presidente do Banco Central renunciou nessa terça-feira, 3. Na quarta,4, Peña indicou o economista Raúl Bogado para o cargo e mandou o pedido de aprovação para o Congresso.
IMPORTANTE: Peña foi acionista do Grupo Vázquez que controla o Ueno até março de 2025. Ou seja o homem tinha (tem?) participação no tal banco. O Ministério Público abriu investigação e determinou a detenção de 8 atuais e ex-dirigentes do banco. Entre eles, o presidente da instituição, Juan Manuel Gustale , e o empresário Miguel Vázquez.
Santiago Peña apresentou a renúncia não só pra se livrar desse pepino gigantesco, mas também pensando no futuro dele com a imunidade parlamentar: Se a renúncia for aceita pelo Congresso, aí ele assume o cargo de senador vitalício. Função garantida pela Constituição para os ex-presidentes da República que deixam o cargo sem serem destituídos.
* A imagem tem o auxílio da I.A.