Honra, lealdade, caráter, gratidão. Princípios que devem orientar a vida de todo mundo, mas que são muito fortes para as Forças Armadas. E na tradição militar, um comandante abandonar a tropa é imperdoável.
Pois o candidato miliciano negou todos esses princípios e ainda largou a tropa e fugiu para os Estados Unidos.
Isso os militares não perdoam. Mas dos militares também não dá pra perdoar algo que a Folha de S. Paulo m informa e eu informo vocês: Na caserna já começa o zum-zum-zum de que os oficiais já estariam transferindo o apoio deles do clã Bozonaro para o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Por que isso é inadmissível? Por um motivo bem simples: Militar não deve se meter em política. Deve seguir a Constituição e se preocupar com a defesa/segurança do país. Para isso existem a Aeronáutica, o Exército e a Marinha. Política é para os civis.
E por que os comandantes das Forças Armadas querem "abraçar" Tarcísio? Pelo perfil dele: Também é de extrema direita, também é ultraconservador e também foi militar.
É capitão da reserva do Exército. Deu baixa em 2008. É formado pela Academia Militar das Agulhas Negras e pelo Instituto Militar de Engenharia. Trabalhou na Missão de Paz da ONU no Haiti. E um coronel da reserva fez uma comparação entre a trajetória de Jair Bozonaro (que foi reformado também como capitão) e hoje é presidiário em home office, e a carreira de Tarcísio:
"Jair saiu pela porta dos fundos. Tarcísio saiu pela porta da frente, passando em concurso público".
Das conversas de bastidores já está claro que o governador de São Paulo quer voo próprio em 2030, se descolando do clã. Mas até onde vai o que é desejo e o que é atitude de romper?
Afinal, Tarcísio de Freitas virou um político de sucesso pelas mãos do clã.











