Torquato Jardim, ministro da Justiça, explicando porque considera apenas "aceitável" a quebra de sigilo de um presidente da República. Na semana passa, Temer teve os sigilos bancário e fiscal quebrados pelo STF no período de 2013 a 2017. Isso num inquérito que investiga suposto pagamento de propina na edição de um decreto portuário. Falou em entrevista à "Folha".
"Os abusos de poder continuam liberados. O juiz Marcos Vinícius Bastos teve a coragem de acusar o 'inegável constrangimento ilegal' na prisão de Joesley Batista e Ricardo Saud. Foi pedida e deixada na ilegalidade pela Procuradoria-Geral da República e pelo próprio Supremo, estando já em 180 dias quando o limite extremo, para as investigações do caso, era de 120. Soltos, os dois, no mesmo dia em que, de manhã cedo, a Polícia Federal tocava à porta de uma pessoa nas antevésperas dos 90 anos. Por que não em hora civilizada, se do mesmo modo o ex-ministro Delfim Netto estaria disponível? É que o abuso liberado vira norma. Sem jamais se incorporar ao Estado de Direito Democrático."
Jânio de Freitas, jornalista


Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.