domingo, 11 de março de 2018

PAPO DE DOMINGO

    "É tecnicamente e processualmente correto. Mas pede ponderação. Não se fez isso com nenhum presidente até hoje. É preciso termos conhecimento claro e objetivo das razões que levaram à quebra do sigilo - mas somente do período em que ele está no cargo. Caso contrário cria suspeita contra o cargo de presidente. Não é apenas sobre a pessoa, mas a incolumidade da função."

                                                                       Torquato Jardim,  ministro da Justiça, explicando porque considera apenas "aceitável" a quebra de sigilo de um presidente da República. Na semana passa, Temer teve os sigilos bancário e fiscal quebrados pelo STF no período de 2013 a 2017. Isso num inquérito que investiga suposto pagamento de propina na edição de um decreto portuário. Falou em entrevista à "Folha".




"Os abusos de poder continuam liberados. O juiz Marcos Vinícius Bastos teve a coragem de acusar o 'inegável constrangimento ilegal' na prisão de Joesley Batista e Ricardo Saud. Foi pedida e deixada na ilegalidade pela Procuradoria-Geral da República e pelo próprio Supremo, estando já em 180 dias quando o limite extremo, para as investigações do caso, era de 120. Soltos, os dois, no mesmo dia em que, de manhã cedo, a Polícia Federal tocava à porta de uma pessoa nas antevésperas dos 90 anos. Por que não em hora civilizada, se do mesmo modo o ex-ministro Delfim Netto estaria disponível? É que o abuso liberado vira norma. Sem jamais se incorporar ao Estado de Direito Democrático."

Jânio de Freitas, jornalista







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