Nessa quinta-feira, a defesa do presidiário Bozonaro (PL) jurou ao ministro do STF, Alexandre de Moraes, que "não houve contato visual" entre Bozo e o celular que o deputado federal, Nikolas Ferreira (PL/MG) portava na visita que o nobre parlamentar fez ao chefe do clã na sexta-feira. Foi na véspera da prisão do sujeito. "Não houve contato visual" é bom, hein?! Não viu, mas pode ter falado ao aparelho, não é mesmo??? Bastava Nikolas ter deixado no viva-voz...
Quem deu o flagra do piá com o celular foi um drone da TV Globo que sobrevoou a casa do presidiário. O deputado justificou que "não sabia" da proibição. Ah, tá! Mas desconhecer a lei não significa que a pessoa não possa ter cometido um crime. Tipo: "Matei, mas não sabia que era ilegal matar!" Conta outra!
E o tio conta: A defesa também garante que Bozonaro cumpriu todas as ordens judiciais (bora lembrar: Ué, ele não disse, num palanque, num 7 de Setembro, na Avenida Paulista, que não iria cumprir as determinações de Alexandre de Moraes?). Os advogados ainda juraram que ele não estava usando aparelhos direta ou indiretamente, nem redes sociais, como ordenou Xandão.
A deputada Erika Hilton (PSOL/SP) entrou com notícia-crime contra Nikolas alegando descumprimento judicial.
