Em 1995, mesmo nos EUA, a internet para o grande público ainda era discada. Ou seja, usava linha telefônica. Muito estranho pra quem é bem novo e vive as maravilhas de uma sociedade conectada num clic.
Naquele ano foi lançado o filme "Hackers: Piratas de Computador", que era um "assombro". Internet ainda era coisa de ficção científica pra muita gente. Falar em criminosos (hackers) que invadiam sistemas pra causar danos por brincadeira ou pra pedir o pagamento de um resgate, ainda era história difícil de ouvir.
Quem está em "Hackers" é Angelina Jolie (ainda muito jovem, com 20 anos). Na história ela é Kate Libby - apelidada de "Acid Burn" - e faz parte de um grupo de hackers que, ao acaso, se depara com o plano maquiavélico de um especialista em informática, infiltrado em uma empresa. Ele exige milhões de dólares para não causar um desastre ecológico afundando navios carregados de petróleo.
Jolie divide o protagonismo com Jonny Lee Miller, que faz Dade Murphy, apelidado de "Zero Coll", considerado uma lenda entre os hackers, e que foi preso e condenado aos 11 anos por inutilizar 1507 computadores em Wall Street, causando um prejuízo milionário no coração financeiro de Nova York.
Ficou proibido de usar computador até os 18 anos. Quando voltou pra frente da telinha, foi com toda a vontade à internet, usando o codinome Crash Override.
Com mais 3 amigos hackers, eles vão travar uma enorme batalha cibernética contra o vilão Eugene Belforf ( o "The Plague"), interpretado por Fisher Stevens. A atriz Lorraine Bracco também está nesse barco...
A direção é de Iain Softley, um britânico nada badalado mas que fez, aqui, um belo trabalho dando ritmo à história e uma boa condução do elenco. Um filme muito interessante que ele dirigiu foi "K-Pax - O Caminho da Luz" (2001) com Kevin Spacey e Jeff Bridges.
Por que "Hackers" é interessante? Porque trata de um tema que, na época, em 1995, ainda era algo "fantástico"; é ver como eles se viravam pra resolver os problemas tecnológicos ainda numa era sem telefones celulares e sem redes sociais. Sem google e sem uma internet de altíssima velocidade como temos hoje.
A fotografia, os efeitos especiais (há 30 anos!) e a trilha sonora também merecem destaque.
E como qualquer história precisa ser contada por gente, o elenco está bem entrosado.
* Filme assistido no streaming MUBI.
