Morreu nesse sábado, 21, em São Paulo, aos 91 anos, o ator, diretor e dramaturgo, Juca de Oliveira. Pneumonia e problemas cardiológicos foram as causas da morte. Estava internado desde 13 de março.
Nascido em São Roque, interior de São Paulo, José Juca de Oliveira Santos estudou na Escola de Arte Dramática de São Paulo. Começou a trabalhar no teatro. No Teatro de Arena, ao lado de colegas como Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri, enfrentou a ditadura com o chamado "polo de resistência cultural".
Na televisão, a primeira novela foi "Quando o Amor é Mais Forte", na TV Tupi. Em 1968 ajudou a regulamentar a profissão de ator ao assumir a presidência do Sindicato dos Atores de São Paulo.
Em 1969, fez um clássico das telenovelas: "Nino, o Italianinho", na qual viveu o protagonista.
Na televisão foi um total de 45 produções entre novelas, séries e casos especiais. Esteve em vários sucessos: "O Semideus"; "Fogo Sobre Terra"; "Saramandaia"; "Espelho Mágico"; "O Clone"; "Avenida Brasil"; e "O Outro Lado do Paraíso".
No cinema, 20 participações. Desde "O Caso dos Irmãos Naves"(1967) até "Milton Gonçalves - Além do Espetáculo", de 2025.
No teatro, 24 espetáculos. Entre eles: "Eles Não Usam Black-Tie"; "A Morte do Caixeiro Viajante"; "Caixa 2"; e "Mãos Limpas".
Premiações: 17 indicações com 14 vitórias. Venceu um Kikito (maior premiação do cinema brasileiro) de Melhor Ator Coadjuvante pelo filme "Bufo & Spallanzani.
* Foto: Eduardo Knapp/Folhapress
