“Estou muito, muito desapontado. Sou apenas um árbitro tentando viver seu sonho, o maior sonho da minha vida, vir para a Copa do Mundo. Acho que eles [Estados Unidos] têm um problema com meu país. Eu tinha os papéis certos e tudo. Eu tinha o visto correto”.
Omar Artan, árbitro da Somália que havia sido selecionado pela FIFA para a Copa do Mundo 2026. Em entrevista ao jornal The New York Times, ele disse ter ficado 11 horas (11 horas!) sendo interrogado no aeroporto de Miami. Depois, recebeu o "NÃO!" para entrar nos Estados Unidos.
O profissional contou que apresentou documentos da FIFA, registros de jogos internacionais apitados por ele,e o visto válido.
O Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos deu uma resposta evasiva ao ser questionado do motivo da proibição. Se limitou, protocolarmente, a declarar:
“Foi considerado inadmissível devido a preocupações com a verificação e teve a entrada negada”.
OI???!!!
E a FIFA? Não fez nada? Fez! Simplesmente disse:
“A Fifa foi informada pelas autoridades de que a situação do Sr. Artan não será alterada neste momento.” E que "não interfere" em processos migratórios dos países-sede.
Não é beeemmm isso que a história mostra.
BRASIL: SOBERANIA FOI "PRAS CUCUIAS"
Aqui no meu Brasil brasileiro... A FIFA impôs a lei que achou melhor (pra ela). A interferência na legislação, em 2014, gerou debates sobre a soberania nacional que foi atingida. A FIFA exigiu que as leis brasileiras fossem suspensas temporariamente e aprovou uma legislação própria, mexendo com o estatuto do torcedor.
A entidade forçou a liberação da venda de bebida alcoólica nos estádios (o que era proibido pelos estados...) para favorecer a Budweiser, patrocinadora do Mundial.
Governo brasileiro concedeu isenção total de impostos para a FIFA e seus "parceiros" causando um rombo que passou de 1 bilhão de reais. O país foi obrigado a construir arenas no "padrão FIFA". Isso resultou em pelo menos 3 enormes "elefantes brancos" em cidade onde o futebol não tem o apelo de grandes massas de torcedores: Brasília, Cuiabá e Manaus.
NA RÚSSIA, FIFA MANDOU MAIS DO QUE PUTIN
Em 2018, para garantir a farra das torcidas durante os jogos, os russos tiveram que fazer mudanças nas leis de imigração. Foi criado o FAN ID (que substituiu o visto tradicional) e as leis trabalhistas foram flexibilizadas para acelerar as obras nos estádios.
Torcedores e seleções receberam punições severas e multas aplicadas pela FIFA, quando exibiram faixas ou fizeram manifestações com objetivo político.
E AÍ, INFANTINO, TÁ "PIANINHO" COM TRUMP?
Pelas atitudes que o Laranjão tem tomado e pelo silêncio obsequioso do presidente da FIFA, dá pra notar que a Federação que manda no futebol só intervém em países que se submetem ao rígido protocolo do Mundial. Pelo visto, rígido em qualquer lugar, menos nos EUA.
Infantino não é louco de bater de frente com o psicopata que manda na Casa Branca.
Pra ele, o presidente da FIFA baixa a bola...
