Tudo o que um jogador de futebol ou um árbitro sempre querem é, um dia, participar de uma Copa do Mundo. É um sonho que eles têm desde que se tornam profissionais do futebol. É estar na maior festa desse esporte.
Pois os Estados Unidos, de Donald Duck "Tramp" barraram a entrada de Omar Artan, árbitro somali, para apitar a Copa do Mundo de 2026. A informação é do Ministério da Juventude e Esportes da Somália.
O juiz está com visto válido. O que causou estranheza do governo somali.
"[Artan] É um dos árbitros mais respeitados da África. [...] Negar sua entrada nos Estados Unidos e impedi-lo de trabalhar prejudica não apenas a ele pessoalmente, mas também mina o compromisso do futebol com a equidade, o mérito e o espírito de fair play", lamentou o secretário de Esportes, Ciise Aden Abshir.
Mas dá pra ter uma ideia do motivo de ele ter sido barrado. Por imposição do Laranjão, a Somália é um dos países dos quais cidadãos estão sujeitos a proibição de viagem aos Estados Unidos.
Artan tem 34 anos e está entre os 52 árbitros selecionados para trabalhar no Mundial.
Tá com todo jeito que a FIFA vai buscar uma saída diplomática: colocar o somali pra apitar jogos no México e no Canadá.
A melhor saída, no entanto, deveria ser as seleções saírem da Copa. Em protesto. Não só por esse caso, mas por outros que já aconteceram na Terra do Tio Sam.
Mas isso é só um sonho louco de uma noite de verão nos Estados Unidos. Por lá tem muiiiiiiitooooo dinheiro em jogo. FIFA e federações nacionais nem pensariam nessa hipótese, já que pagam pau pro capo da Casa Branca.
Acha que essa maluquice do Laranjão é um "caso isolado"?
Pois saiba que ele já impôs restrições de viagens a 39 países. Há seleções com proibições totais ou parciais. Irã e Haiti enfrentam veto total de entrada - novos vistos não são autorizados. Senegal e Costa do Marfim encaram restrições rigorosas parciais.
