Havia um tempo em que Marco Rubio era um crítico ferrenho de Donald Duck "Tramp". E não faz tanto tempo assim. Em 2016, nas primárias do Partido Republicano para a Presidência, ele chamou o Laranjão de "golpista".
O atual presidente dos EUA, com aquela "educação" que lhe é peculiar, tal qual um lorde inglês, devolveu chamando Rubio de "Little Marco" (para tentar diminuir o então opositor, politicamente e como ser humano) ou seja, "Pequeno Marco" por ter apenas 1,73m de altura. Para os padrões americanos de estatura, quem tem menos de 1,80m de altura é nanico.
Rubio, com toda a fidalguia que o caracteriza, deu o troco: Disse que as mãos de "Tramp" eram pequenas, e mais. Tascou, comentando sobre uma característica física do chefão da Casa Branca: "Você sabe o que dizem sobre caras com mãos pequenas...". O "Pequeno Marco" estava realmente furioso. Bateu, também, no bronzeado artificial de Donald: "Ele deveria processar quem fez isso no rosto dele".
Mas você vê, ávida(o) leitor(a) desse portal, como o mundo dá voltas e a cavalaria sempre vence no final: o Laranjão ganhou as prévias e a eleição para presidente. E o nanico Rubio? Da noite pro dia virou amigão, um elogiador do presidente. Tanto é que, nessa administração, é secretário de Estado. Ou seja, se tornou o "sabujo nº 1" na Casa Branca.
Descendente de cubanos, americano nascido na Flórida, Marco Rubio agora assume ( e diz ter orgulho) de sua origem na região do Caribe. Segundo a revista The New Yorker, ele tentou mentir dizendo que era filho de refugiados do regime comunista de Fidel Castro.
Em verdade, segundo investigações jornalísticas que apresentaram fatos e dados, teve que assumir que os pais saíram de Cuba três anos ANTES da revolução comandada por Fidel Castro. Quer dizer, nada a ver com o regime implantado pelos comunistas. Eles mudaram para os Estados Unidos ainda no regime ultraliberal de Fulgencio Batista.
Rubio sempre demonstrou muita ambição para crescer rapidamente na carreira política, talvez impulsionado por um sentimento de precisar "se provar" capaz, por ter descendência latina. Instinto para aproveitar oportunidades é com ele mesmo:
"Toda a minha vida tive pressa para chegar ao meu futuro".
Bora lembrar que, essa semana, o presidente Lula disse que Rubio "não gosta" do Brasil, por tentar "envenenar" o presidente americano com as ideias dele (Rubio) sobre nosso país.
Resta saber até que ponto o Laranjão dá ouvidos a ele.

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