Eles se dizem "cansados" da alta gastronomia. E estΓ£o trocando os ditos "menus-degustaΓ§Γ£o" pelos chamados "projetos menores". Seria uma comida mais... popular? A anos-luz das estrelas Michelin? Eles partem em busca do que chamam de "restaurante comum".
ConhecidΓssimo no mundo da alta gastronomia, o chef sueco Magnus Nilsson, que ostenta duas estrelas Michelin, disse Γ revista Esquire Brasil: “NΓ£o quero que ninguΓ©m sinta que nΓ£o pertence a este lugar. NΓ£o queremos abrir mΓ£o da qualidade dos ingredientes, do artesanato ou da execuΓ§Γ£o. Mas tambΓ©m nΓ£o queremos que este seja um lugar naturalmente excludente. Γ perfeitamente possΓvel vir aqui, gastar € 10 e, ainda assim, ter acesso ao mesmo nΓvel de ingredientes e de execuΓ§Γ£o”.
Com um novo restaurante, afirma: “NΓ£o queremos abrir mΓ£o da qualidade dos ingredientes, do artesanato ou da execuΓ§Γ£o, mas queremos ser um restaurante perfeitamente comum”.
Segundo a publicaΓ§Γ£o, ele faz parte de um grupo de chefs que nΓ£o querem mais um "modelo engessado". Buscam projetos mais casuais e democrΓ‘ticos.
Em resumo, entendem por ser uma cozinha "democrΓ‘tica" aquela que pode chegar a mais pessoas num mundo em que sair para jantar estΓ‘ muito caro, longe da realidade.
Que isso se torne uma "receita" mundial. Que os chefs entendam que "popularizar" a gastronomia nΓ£o significa vender comida de baixa qualidade nem a preΓ§o de um real. Mas a um preΓ§o justo.
NΓ£o Γ© desvalorizar um trabalho que tambΓ©m Γ© arte. Mas adaptΓ‘-lo aos novos tempos.
E olha que Γ© difΓcil comparar um prato de feijΓ£o com arroz, bife e um saladinha de tomate bem feito com alguma receita dita sofisticada.
Bem temperadinho, vira um manjar dos deuses!
