Diz aquele velho ditado/bordão: "Pobre só é gente quando está no banheiro, alguém bate na porta e ele diz: "Tem gente!"
Em época de eleição, é mais ou menos a mesma coisa. Com raras exceções (raríssimas exceções!), candidatos a qualquer cargo procuram os pobres pra pedir votos. Chamam o cidadão de "Vossa Excelência". Aí demonstram humildade. Aí sabem o endereço dos pobretões. De quem mora nas vilas, nas favelas.
Depois de eleitos, quem recebe os pobres no gabinete? Outra vez: Com raríssimas exceções, antes do político eleito (no confortável gabinete...) tem o office-boy, a secretária, o assessor político, o assessor de imprensa, a tia do cafezinho, ou seja, todo o staff (hoje até jogador de futebol - boleiro! - tem staff...) pra dizer que o "doutor" está com a agenda lotada e ainda afirmam/intimidam: "Deixe seu telefone. Não nos procure. Se pudermos, quando pudermos... vamos procurá-lo!"
Aí você me pergunta: "Então não devo votar em ninguém? Anular o voto? Não aparecer para votar?"
Não é isso! Você deve votar. Por que se passa quatro anos pedindo uma cidade, um estado, um país melhor, então vá votar! Não venha com a velha desculpa de que "político é tudo igual".
Não é assim. E lembre da frase que é atribuída ao filósofo grego Platão:
"Quem não gosta de política é governado por quem gosta".
Ao longo do tempo, foi citada por diversas pessoas. Mas a ideia central é atribuída a Platão.
Portanto, pensa bem em quem vai votar. Procura saber o que ele/ela defende. Não vai no embalo só por promessas vagas, tipo : "Vou atuar em tais e tais áreas". Dizer só isso e nada é a mesma coisa.
Não vai só pela simpatia, carisma, amizade. Na hora de defender os interesses dele (e do grupo dele), não vai lembrar do pobre cidadão.
E como diz o filósofo moderno, Luís Inácio:
"O pobre só é lembrado na época da eleição, porque na época da eleição ele é maioria."
