Não é só fake news que é um problema seríssimo no jornalismo. A maldade, a distorção e a ocultação de fatos também são terríveis pra quem busca a dita informação de qualidade. É o caso de um "jornal" que, essa semana, mandou essa: a economia brasileira produz menos e tem um crescimento medíocre.
Vamos aos dados: No primeiro trimestre de 2026, a nossa economia teve um crescimento de 1,1% em relação ao final de 2025. Bora lembrar que janeiro e fevereiro são meses tradicionalmente de férias coletivas nas empresas. Ainda tem o carnaval... e que o fim do ano (outubro/novembro/dezembro) é um período em que as indústrias/comércio/serviços estão bombando por causa do Natal. Com isso, ainda teve alta. Pequena, mas teve.
Mais: para o ano todo de 2026, o crescimento esperado é de 1,98%. De acordo com o boletim Focus do Banco Central, é considerado mediano ou moderado. Ou seja, não "medíocre", como afirma o editorialista (que não é economista...) do tal "jornal". O Fundo Monetário Internacional (FMI) vai um pouquinho pra frente: Projetou que deve crescer 1,99%.
Aí o cara que fez o tal "editorial" do tal "jornal" não lembra de outro fato importantíssimo para dar uma segurada na economia brasileira: Em julho de 2025, o poderoso chefão da Casa Branca, Donald Duck "Tramp", carcou um tarifaço (o "Tariflávio"...) de 50% sobre produtos brasileiros. Em julho de 2026, nova sobretaxação, agora de 25%. Isso fez cair as exportações do Brasil para os EUA. É óbvio que medidas assim derrubam a economia de qualquer país...Ontem mesmo, nesse blog, mostramos o quanto caíram as vendas do Brasil para a terra do Tio Sam.
E pra não ficar só no recorte de 2026 (como fez o "jornal") vamos lembrar como se comportou a economia entre 2023 e 2026.
2023: Crescimento de 3,2% do PIB impulsionado por supersafra agrícola.
2024: Crescimento de 3,4%, principalmente por causa do consumo interno e geração de empregos.
2025: Desaceleração para 2,3% : Primeiro tarifaço dos EUA. Juros elevados e ritmo menor de investimentos.
Isso quer dizer que de 2023 ao primeiro trimestre de 2026, a economia brasileira cresceu cerca de 9,3%. E pra fechar, a opinião de uma das principais instituições financeiras do mundo. Ela não é de esquerda nem muito menos comunista. É o americano Bank of America que fica no altar do capitalismo mundial:
O relatório de David Becker (estrategista dessa instituição) afirmou, em 2026, que o o Brasil pode ser o "novo ouro" do mercado financeiro global. Motivos: Forte fluxo de capital estrangeiro e resiliência estratégica do país frente ao cenário de caos e guerras internacionais.
