Hรก um ditado que diz: "O jornalismo precisa incomodar o poder". E quem tรก no poder precisa ser cobrado, questionado. Mas para isso รฉ preciso conteรบdo, propriedade, estilo. Parece bรกsico e รณbvio, mas o importante รฉ o entrevistado (as respostas) e nรฃo o entrevistador . Esse nรฃo รฉ a "estrela" do show.
E entrevista (sabatina) nรฃo รฉ debate. O que se espera do jornalista sรฃo perguntas inteligentes. E deixa o convidado falar. Claro (claro!) que se ele mentir, vocรช tem que ter dados para corrigi-lo.
Tudo dentro de uma forma civilizada. Entrevistador nรฃo estรก lรก pra ficar interrompendo, sendo grosseiro com quem estรก respondendo.
รs vezes sรณ falta determinar: "Se nรฃo responder o que eu quero vocรช nรฃo fala mais!"
Poisintรฃo... O presidente Lula afirmou que foi perseguido pela Lava Jato para nรฃo ser candidato em 2018. E que a imprensa embarcou no lavajatismo. E que nรฃo se desculpou. Daรญ Luรญs Inรกcio teve de ouvir aquela frase cretina, pronta, decorada:
"O jornalismo da Globo cumpriu a sua obrigaรงรฃo de noticiar os fatos".
Justificativa mais vazia do que essa รฉ difรญcil. "Jornalismo" sem espรญrito crรญtico, sem investigaรงรฃo. Mas isso nรฃo รฉ incompetรชncia. ร mรฉtodo. ร a "linha editorial". Sรฃo os "princรญpios รฉticos".
Seria mais ou menos como noticiar o 11 de setembro assim: "Tragรฉdia em Nova York. Num acidente, dois aviรตes batem nas Torres Gรชmeas". Sem contextualizar o que aconteceu, sem informar a causa e os motivos do fato.
"E O LULINHA, HEIN?!"
Gastar grande parte da entrevista pra bater no Lula usando o filho dele, Fรกbio Luรญs, jรก era esperado. O problema รฉ que, tudo o que veio a pรบblico, atรฉ agora, sรฃo apenas vazamentos. Alguรฉm teve acesso ao inquรฉrito? Nรฃo!
Por enquanto, sรฃo apenas suposiรงรตes.
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