sábado, 10 de outubro de 2026

TEM 𝗝𝗢𝗥𝗡𝗔𝗟𝗜𝗦𝗧𝗔 QUE PENSA: SE ALIMENTAR O 𝗝𝗔𝗖𝗔𝗥É POR ÚLTIMO 𝙉Ã𝙊 𝙑𝘼𝙄 𝙎𝙀𝙍 𝘿𝙀𝙑𝙊𝙍𝘼𝘿𝙊

                            






       Uma metáfora política criada, em 1940, pelo então primeiro-ministro britânico Winston Churchill, que é sempre repetida: "Um apaziguador é alguém que alimenta um crocodilo esperando ser o último a ser devorado".  Com o passar do tempo, foi um pouco modificada. No Brasil, por exemplo, foi trocado "crocodilo" por "jacaré".
    Churchill queria, com essa frase, dar uma lição de realismo político, fazer uma advertência. Ele usou essa analogia para criticar os países que tentavam permanecer "neutros" ou buscar um "consenso" no conflito com a Alemanha nazista.
    O que o primeiro-ministro queria: Não adianta fazer concessões a ditadores, fascistas, nazistas. Isso não garante "proteção". Só adia o fim da pessoa que quer ser "boazinha" com tiranos. Ela vai ser devorada porque a natureza do predador nunca muda.
    Mas é um alerta que passou a servir para toda a sociedade em várias situações.
    Com os jornalistas não é diferente. Pra começar, "normalizaram" um partido e um candidato de extrema direita. Passaram a tratar como "iguais" aqueles que são desiguais. De um lado, um fascista (Flávio Bozonaro), de outro, um democrata (Lula).  Mas para a nossa imprensa hereditária/patronal/corporativa/comercial, o tratamento deve ser o mesmo. Como se nada tivesse acontecido...
    Jornalistas desses veículos normalizam políticos prepotentes e dá nisso: Essa semana, por exemplo, o candidato derrotado à presidência, Caiado (PSD), foi muito mal-educado com o Josias de Souza. Ao ser questionado, o político goiano começou a gritar com o entrevistador, disse que o jornalista era acostumado a entrevistar bandido e que ele, Caiado, era homem. O comentarista ainda tentou responder, mas foi enquadrado pelo ex-governador truculento.
    Com o clã bozonaro não é diferente. Em maio, ao ser questionado por pedir dinheiro a Vorcaro para o "filme" sobre o Jair, Flávio Bozó chamou o jornalista de "militante". 
    A chamada grande imprensa age com cinismo e normaliza os prepotentes. Isso quando não larga fake news. Tem, por exemplo, o powerpoint vagabundo da Globonews sobre o Master; uma nota numa coluna do jornal O Globo que afirmava que Vorcaro tinha dado  dinheiro para um documentário sobre Lula. Oliver Stone, diretor, desmentiu a nota.  A "revista" Veja também fez uma capa sobre isso...
    De atitude cínica em atitude cínica, de notícia falsa seguida por notícia falsa, da "tentativa" de parecer "neutro", "imparcial", vários jornalistas dão espaço para políticos autoritários.
    Alimentam o jacaré. Mas sempre tem um inteligente que pensa: "Se eu der comida por último, quem sabe ele não me devora..."
    Vai arriscar?

    * A imagem tem o auxílio da I.A.