sexta-feira, 15 de novembro de 2019

COMPARAR BIOGRAFIAS DE LULA E DE BOLSONARO É "LOUCURA! LOUCURA! LOUCURA!"

    Excelente reflexão para esse dia em que nos proclamamos republicanos há exatos 130 anos: Colocar Lula e Bolsonaro no mesmo balaio e provocar a "dupla exclusão". Tirem os radicais, deixem os moderados. Ou no caso, O moderado que atende pelo nome de Luciano Grostein Huck, ou Luciano Huck, ou simplesmente "Lu" para a patroa e os mais próximos...
    Quem traz essa discussão é o jornalista Wilson Ferreira, do "Cinegnose". Bora lembrar o que é grave nessa história: A atuação política , as biografias de Lula e de Bolsonaro são consideradas "iguais" em seus opostos. Como se os dois políticos tivessem o "mesmo comportamento". Um na esquerda e outro na direita. Isso ficou muito claro no "Fantástico", quando fizeram uma edição colocando Lula e Bolsonaro criticando a Globo - que posou de isentona no quadro "Isso a Globo não Mostra" - pra passar a mensagem à massa ignara: "Se os dois nos criticam, é porque somos imparciais." Imparciais? A história da Poderosa fala por ela...
    A prática do "Jornalismo de Exclusão" tem um objetivo (no subconsciente do telespectador comum, o "Homer Simpson", como o locutor Bonner já definiu o perfil da maioria de quem assiste ao telejornal que ele apresenta: Altura de 1m83...peso entre 108 e 119 quilos...idade variando de 36 a 39 anos...usa roupas GG... já vendeu a alma por um donut...nunca leu um livro...mas assiste TV compulsivamente...): Mostrar que Lula solto é "um perigo" para a humanidade brasileira. Essa máxima aparece em várias versões e opiniões sejam em telejornais da TV aberta, seja na TV a cabo, paga.
    Ferreira evoca a filosofia do pensador francês Roland Bartthes (1915-1980): a teoria do "Ninismo". Um resumo "bem resumido" desse pensamento: Barthes escreveu o livro "Mitologias" (1957) que trata da "forma de fala que não nega a realidade, mas a torna inocente, despolitizada, ao esconder as conotações, dando-lhes um significado natural, eterno, imobilizado ao mundo ao retirar dele a História e a contingência."
    A velha mídia tem aproximadamente 3 anos pra "vender essa ideia": Lula e Bolsonaro são "radicais" e "pensam iguais". Pautas, reportagens e comentários se encarregam da receita: "O brasileiro não quer radicalismos. Ele vê na TV que a saída para o país é um sujeito moderado". Mesmo que ele nunca tenha sido político, nem exercido um cargo público. E que, por isso mesmo, nunca deixou a presidência com 87% de aprovação popular. Isso segundo o Ibope.
    É aí que entra o "Lu".
    "Loucura!Loucura!Loucura!"


(fotomontagens: Cinegnose)





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