terça-feira, 19 de abril de 2022

BONDE DO TERROR EM GUARAPUAVA, RATINHO JUNIOR, O MARKETING E O ALERTA DOS DELEGADOS

   

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         Ratinho Junior (PSD) afirmou na rede social:
    "Temos um trabalho muito sério de inteligência e monitoramento desses grupos criminosos e a operação rápida e corajosa das nossas equipes frustrou o ataque".
    Num primeiro balanço da polícia, 30 marginais teriam participado da tentativa de assalto à transportadora de valores Proforte. Três pessoas ficaram feridas: um policial e dois moradores de Guarapuava.
    Sobre a fala de Rato Filho, o líder da oposição na Assembleia Legislativa, Arilson Chiorato (PT), disse que não é bem assim. Que o governador foi marqueteiro. Que não teve trabalho de "monitoramento", que os bandidos foram impedidos de praticar o crime porque os policiais "no peito e na raça" frustraram a ação:
    "Quero parabenizar a coragem e rapidez da Polícia Militar e das forças de segurança, que conseguiram fazer com que a situação não fosse muito pior. A polícia do Paraná, maltratada pelo governo Ratinho Junior, precisa de atenção e valorização."
    Atenção e valorização já vem sendo cobradas pelos delegados da Polícia Civil. O Bora Pensar! já divulgou aqui, há poucos dias, a preocupação desses profissionais. Segundo a Adepol - Associação dos Delegados de Polícia - o Paraná é o estado do sul do país que menos investe em segurança pública.
    Os delegados querem melhores condições de trabalho, pagamento de horas extras já trabalhadas e recomposição (recuperação do poder de compra) salarial por causa da inflação. Os comandantes de delegacias até divulgaram um manifesto afirmando que trabalhariam dentro do estritamente necessário. Não deixando a população desassistida, mas sem participar de operações especiais.
    Para o deputado estadual Tadeu Veneri (PT), o assalto em Guarapuava só  não aconteceu por causa da "incompetência" dos bandidos:
    "Não levaram os valores porque faltou dinamite. Planejaram errado".