terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

LULA: "EMPREGADOS DE APLICATIVOS SÃO TRATADOS QUASE COMO ESCRAVOS! OS JURO TÊM QUE BAIXAR!!!"

    


    O presidente Lula (PT) conversou com jornalistas na manhã dessa terça-feira e "cobrou" dos ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e da ministra do Planejamento e Orçamento do Brasil, Simone Tebet, para que eles conversem com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, para que os juros baixem:
    "Juros a 13,75% não dá! Com esse custo do dinheiro a economia não cresce e não são gerados empregos formais". Pior, Lula lembrou que isso só aumenta o desemprego e, consequentemente, o chamado subemprego: "Empregados de aplicativo são tratados quase como escravos".
    E para a "prensa" que o presidente espera que se dê no comandante do BC, ele já mandou o recado:
    "É preciso ter responsabilidade fiscal, como tive em meus primeiros mandatos. É preciso ter responsabilidade política, responsabilidade econômica e, sobretudo, responsabilidade social. Todos devem saber: O social é o que mais importa".
    Quer recado mais direto? Não tem!
    Juros altos só interessam aos chamados "rentistas", aqueles que faturam alto na especulação do chamado "Mercado". É o lucro que não desenvolve a economia. Porque só ganha quem tem o capital (muito capital!) para participar do "jogo financeiro". Aí vira uma "roda gigante" que só gira sem sair do lugar. 
    Pra quê um milionário vai investir na planta de uma fábrica, na confecção de produtos e na contratação de empregados se ele ganha mais sem fazer nada? Deixando que o capital "trabalhe para ele".
    O Brasil hoje tem cerca de 10 milhões de desempregados. Chegou a ter 14 milhões em 2021. Mas como a melhora mundial da economia, o desempregado caiu em todo o planeta.
    No entanto, o desafio de Lula ainda é gigantesco. Porque o subemprego é um problema grave a ser combatido. Como ele disse, "empregado de aplicativo é tratado quase sempre como escravo".
    Diaristas e catadores de papel e/ou de lixo são exemplos de outros trabalhadores que, sem conseguir uma colocação formal, partem para os chamados "bicos" pra sobreviverem.