segunda-feira, 9 de março de 2026

BRASIL NÃO É O PAÍS (DOS TÉCNICOS...) DO FUTEBOL

                                                  



     Entre a semifinal e a final do campeonato carioca, o então técnico do Flamengo, Filipe Luís, foi mandado embora. Isso depois de uma vitória de 8 a 0 sobre o Madureira. O rubro-negro se classificou para a decisão com o Fluminense e já, sob o comando do português Leonardo Jardim, foi campeão do Rio de Janeiro. Foi constrangedora a maneira como foi a demissão de Filipe.
    Mas não é só! Nessa segunda-feira, 09, o treinador do São Paulo, Hernán Crespo, também foi demitido. E também de um jeito nada ético. O argentino afirmou que o planejamento do clube estava caminhando para 2026. Havia apenas uma discordância: Crespo defendia reforços para essa temporada. A diretoria do tricolor pensava diferente. E essa "discordância de gestão" teria causado  demissão. Inexplicável! 
    São apenas 2 dos técnicos que devem perder o emprego esse ano. No Brasil é assim. Visão de longo prazo só existe se o time vencer muito e conquistar títulos. Na primeira derrapada, o profissional já fica marcado. Na segunda, recebe uma advertência e, na terceira, é rua!
    Bora lembrar que os técnicos também precisam fazer a parte deles em defesa da classe. Só deveriam aceitar convites de times que estão sem treinador. Ainda há vários que aceitam largar um trabalho (onde fica o "planejamento"?)  pra substituir um colega que (ainda...) vai ser mandado embora.
    É muito fácil (e já está repetitivo...) aquele bordão: "Futebol brasileiro é uma máquina de triturar técnicos". É mais do que isso. É muito mais. É falta de organização do "do piso ao teto". Principalmente no teto, onde estão os cartolas.