A decisão não foi sobre "notável saber jurídico" e "reputação ilibada" que são requisitos básicos. Afinal, ser honesto não é "qualidade", é obrigação. A decisão foi meramente política. Jorge Messias perdeu a indicação por birra política do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União/AP).
Alcolumbre queria Rodrigo Pacheco (PSB/MG). Não conseguiu e aí liberou os aliados para votarem contra o indicado pelo presidente Lula (PT).
E fato é que, apesar de indicado por um petista, Messias foi extremamente evangélico, conservador. Rezou e chorou na sabatina. Fez o discurso que os bozonaristas queriam ouvir. Mas não adiantou. Perdeu.
O que resta a Lula fazer? Indicar, novamente, o nome de Jorge Messias? Não deve fazer isso. Indicar um nome realmente progressista com pautas progressistas? Seria a segunda derrota.
Juristas e "analistas" defendem a seguinte tese: Lula deve indicar uma mulher negra com esse notável saber jurídico. Apostando no "constrangimento" do plenário do Senado em rejeitar uma mulher negra. Humildemente acredito que também não vai dar certo.
Não vai dar certo por um motivo básico: Os bozonaristas são preconceituosos. Preconceito racial e misoginia estão entre as "especialidades" deles.
A direita e a extrema direita não têm vergonha (são sem-vergonhas). Gostam de deixar claro que são politicamente incorretos.
E apostam nisso.
