Os brasileiros estão apostando mais em bets: 3 em cada 10 pessoas torram dinheiro nessa jogatina infernal. A quantidade de apostadores subiu de 14% em 2023 para 17% em 2025. Mas a coisa fica pior: na chamada geração Z (nascidos entre 1997 e 2010) o índice já chega a 27%.
Gasto Médio: O valor médio mensal por apostador é de R$ 195,15. Bets como "Investimento": 20% dos apostadores acreditam que bets são uma forma de investimento. Este grupo gasta mais: média de R$ 284,81 por mês. Perfil do Gasto: 37% gastam até R$ 100 mensais, mas houve um salto nas apostas de baixo valor (R$ 1 a R$ 30), que subiram de 33% para 36% entre 2024 e 2025. Volume Total: Estimativas indicam que os brasileiros movimentaram cerca de R$ 240 bilhões em bets em 2024. Endividamento: Quase metade dos apostadores (47%) possui dívidas em atraso, número bem superior à média nacional de 33%. Dreno do Varejo: As bets retiraram cerca de R$ 143 bilhões do consumo no varejo nos últimos dois anos. Substituição: Em 2024, mais brasileiros colocaram dinheiro em bets (15%) do que em ativos como ações (2%), títulos de renda fixa (6%) ou imóveis (8%). Geração Z (16-29 anos): É o grupo que mais aposta. Gênero: Homens dominam o cenário, representando 66% do total de apostadores. Vício: 10% dos apostadores já apresentam alta tendência ao vício (ludopatia), segundo o índice internacional PGSI adotado pela ANBIMA. A principal motivação para 39% dos brasileiros é a chance de ganhar dinheiro rápido em momentos de necessidade. Riscos Financeiros: Especialistas alertam que o alto volume de apostas tem pressionado a renda familiar, diminuindo recursos para investimentos tradicionais e aumentando o risco de superendividamento.
A pesquisa é da ANBIMA - Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais em conjunto com o Datafolha.
Eis um raio-x dos apostadores brasileiros:
No resumo da ópera (1):
Em geral, os apostadores problemáticos são jovens, com 82% pertencentes à Geração Z ou Millennials, concentrados na classe C, com 56%, e mais do sexo masculino, com 66%. Esses jogadores problemáticos são também os que menos conseguiram economizar em 2025, 23% apenas, e são o maior grupo sem reserva entre os apostadores, com 25%, e o menor com reservas para períodos superiores a seis meses, 23%. Apresentam também o menor volume de investidores, com 31%.
No resumo da ópera (2)
Maioria dos apostadores é da classe C e é formada por homens jovens. Agora você entende porque as bets colocam tanto dinheiro para patrocinar clubes de futebol, canais esportivos e "influenciadores" ligados ao esporte?
Não precisa desenhar o "plano tático" desses cassinos eletrônicos, né?
