Uma das maiores críticas que quem é de esquerda recebe de quem se identifica como "de direita", ou seja, conservador, é: "Você é de esquerda, não pode usar essa marca de celular, ou esse estilo de roupa, ou comer e beber tais coisas".
Como se isso fosse um pecado para os progressistas... e consumir bens de valor fosse apenas um direito de quem defende o capitalismo. Na visão dos conservadores, quem defende um mundo mais humanista, não pode adquirir bens materiais. Não pode ser nem uma "material girl" nem um "material boy". E o policiamento é feroz...
Ah! Os deliciosos hábitos burgueses.... por que limitá-los para poucos? Uma visão míope, tacanha, dos conservadores levou, historicamente, a esse tipo de raciocínio: Para eles, pensamento de esquerda deveria se resumir a uma vida de desapego de bens materiais; de qualquer produto que proporcione uma existência mais confortável para as pessoas. Ou seja, "deveriam" viver na pobreza.
Ouçamos quem entende do assunto cientificamente, que não pratica "achismo" de rede social, que é um estudioso das ciências sociais, o sociólogo Jessé Souza, autor de livros. Para ele, o verdadeiro critério de esquerda não é defender a pobreza, mas ter o compromisso de combater a desigualdade social e o sistema que marginaliza a população.
Defender ideias de esquerda é isso. É lutar para que a maioria da população tenha acesso a bens de consumo como qualquer pessoa que tenha mais dinheiro. É fazer com que se consiga distribuir melhor a renda, que mais gente possa comer picanha e beber uma cervejinha.
Portanto, minha amiga, meu amigo, irmãos em Cristo... se você é progressista, não carregue o sentimento de culpa por beber espumante de boa qualidade, por usar um iPhone. Se você tem condições. não deixe de frequentar bons restaurantes.
Só lute para que um número bem maior de brasileiros tenha acesso a uma vida digna.
