segunda-feira, 22 de junho de 2026

𝗖𝗢𝗣𝗔 𝗗𝗔𝗦 𝗕𝗘𝗧𝗦: QUEREM TE FAZER DE 𝗕𝗘𝗦𝗧𝗔: MAS... BESTA QUE 𝗦𝗢𝗟𝗧𝗔 𝗢 𝗗𝗜𝗡𝗛𝗘𝗜𝗥𝗢, CLARO!

   




     "Jogue com responsabilidade".

    Tá! Você acha que, com o bombardeio de propagandas em todas as emissoras que transmitem esportes, o apostador vai parar pra pensar: "Ah! Eu não devo jogar muito. Preciso cuidar do meu dinheiro. Vai ser só um pouquinho". Quem é acostumado ou começa a jogar, se torna compulsivo. 
    Como em qualquer jogo, se o sujeito só perde, ele joga mais e mais, acreditando que na "próxima rodada" vai ganhar e "recuperar" tudo o que perdeu. Só que não é assim que funciona. 
    Se um grande número de pessoas ganhasse (e ganhasse bem!) não existiriam as bets. E, se existissem, "quebrariam" com tantos ganhadores. Por isso é que são chamadas de "cassinos eletrônicos". Porque nos cassinos tradicionais (e nesses também!) há uma velha máxima: "A casa sempre ganha!". E vai continuar ganhando. Eles vivem disso,  e enriquecem cada vez com isso. De explorar os ingênuos que acreditam nesse tipo de jogo, e de tirar dinheiro dos doentes, aqueles que são viciados nessas apostas. Sim! Esse vício também é uma doença. Que pode destruir famílias. São todos considerados BESTAS que as BETS adoram explorar. Vamos aos números:
    Segundo órgãos de defesa do consumidor e de associações do comércio varejista, 57% das pessoas que estão endividadas, afirmam que os problemas financeiros começaram com essas plataformas de apostas. Ainda: 40% daqueles que apostam com frequência (e não importa o valor) admitem que contraíram dívidas após começarem a jogar.
    Estudos apontam que apostas online já provocam inadimplência severa em pelo menos 270 mil famílias brasileiras.
    A transmissão dos 104 jogos da Copa do Mundo 2026 é um massacre das bets em cima dos telespectadores. É um bombardeio sem parar. E nesse trabalho de  persuasão incansável , nessa tramoia entram, também, jornalistas. Que usam sua função para vender (convencer!) as pessoas a apostarem o suado dinheirinho nas bets. Alguns jornalstas mais, outros menos, mas todos no mesmo "trabalho".
    Claro que não fazem isso de graça. São pagos (alguns muito bem) para afirmar que é só apostar que o dinheiro vem. Pro apostador é que não vem. Basta ver a quantidade de famílias endividadas.
    Aí você pergunta: "Mas jornalista não deveria informar, explicar o que é o certo, investigar, denunciar?" Deveria... mas não é  o caso. Quando eles veem o valor do cachê, aí não há bom-mocismo que resista à tanta grana.
    Enquanto isso, vão fazendo os apostadores de bestas.
    E dizem: "Jogue com responsabilidade". Dizer isso é  como pedir a um bêbado pra "beber com responsabilidade". Não adianta pra nada.
    Caráter custa caro.

    * Imagem criada com auxílio da I.A.