"Jogue com responsabilidade".
Tá! Você acha que, com o bombardeio de propagandas em todas as emissoras que transmitem esportes, o apostador vai parar pra pensar: "Ah! Eu não devo jogar muito. Preciso cuidar do meu dinheiro. Vai ser só um pouquinho". Quem é acostumado ou começa a jogar, se torna compulsivo.
Como em qualquer jogo, se o sujeito só perde, ele joga mais e mais, acreditando que na "próxima rodada" vai ganhar e "recuperar" tudo o que perdeu. Só que não é assim que funciona.
Se um grande número de pessoas ganhasse (e ganhasse bem!) não existiriam as bets. E, se existissem, "quebrariam" com tantos ganhadores. Por isso é que são chamadas de "cassinos eletrônicos". Porque nos cassinos tradicionais (e nesses também!) há uma velha máxima: "A casa sempre ganha!". E vai continuar ganhando. Eles vivem disso, e enriquecem cada vez com isso. De explorar os ingênuos que acreditam nesse tipo de jogo, e de tirar dinheiro dos doentes, aqueles que são viciados nessas apostas. Sim! Esse vício também é uma doença. Que pode destruir famílias. São todos considerados BESTAS que as BETS adoram explorar. Vamos aos números:
Segundo órgãos de defesa do consumidor e de associações do comércio varejista, 57% das pessoas que estão endividadas, afirmam que os problemas financeiros começaram com essas plataformas de apostas. Ainda: 40% daqueles que apostam com frequência (e não importa o valor) admitem que contraíram dívidas após começarem a jogar.
Estudos apontam que apostas online já provocam inadimplência severa em pelo menos 270 mil famílias brasileiras.
A transmissão dos 104 jogos da Copa do Mundo 2026 é um massacre das bets em cima dos telespectadores. É um bombardeio sem parar. E nesse trabalho de persuasão incansável , nessa tramoia entram, também, jornalistas. Que usam sua função para vender (convencer!) as pessoas a apostarem o suado dinheirinho nas bets. Alguns jornalstas mais, outros menos, mas todos no mesmo "trabalho".
Claro que não fazem isso de graça. São pagos (alguns muito bem) para afirmar que é só apostar que o dinheiro vem. Pro apostador é que não vem. Basta ver a quantidade de famílias endividadas.
Aí você pergunta: "Mas jornalista não deveria informar, explicar o que é o certo, investigar, denunciar?" Deveria... mas não é o caso. Quando eles veem o valor do cachê, aí não há bom-mocismo que resista à tanta grana.
Enquanto isso, vão fazendo os apostadores de bestas.
E dizem: "Jogue com responsabilidade". Dizer isso é como pedir a um bêbado pra "beber com responsabilidade". Não adianta pra nada.
Caráter custa caro.
* Imagem criada com auxílio da I.A.
