Esse humilde escriba precisa recorrer a uma clássica metáfora: Países europeus viraram um barril de pólvora com a agitação social doa últimos dias. Tudo começou na França e se espalhou, principalmente, para a Itália, Portugal e França. Com menor turbulência na Bélgica, Alemanha, Grécia e Albânia. Vai para outros países? Difícil prever.
Não existe uma coordenação entre os protestos. Mas eles têm uma coisa em comum: São liderados, principalmente, por jovens, a chamada Geração Z. Na França explodiu por causa do custo de vida e da precarização os serviços públicos.
Franceses protestam desde setembro. Parece que faz tanto tempo, né? Mas como as coisas acontecem, agora, a cada segundo, 20 dias já parecem uma eternidade. E na terra de Emmanuel Macron o couro comeu, primeiro, por causa da Educação: escolas detonadas, salas lotadas e falta de professores. A bronca começou na periferia de Paris, onde a pobraiada é jogada para não assustar os turistas que vão à cidade mais visitada do mundo. Uma hora, claro, a panela de pressão explode (olha mais uma metáfora aí, gente!).
Aí os protestos ganharam o país e sindicatos e trabalhadores entraram nas manifestações.
Em Portugal e na Espanha a pauta é conjunta: Crise na habitação e nos preços dos aluguéis (pressionados, principalmente, pelo Airbnb).
Lisboa e Porto são as cidades portuguesas com mais protestos.
Na Espanha, a ira explodiu depois do despejo forçado ( e a morte) de uma idosa de 87 anos em Madri. O primeiro-ministro Pedro Sánchez dissolveu o parlamento e convocou eleições antecipadas.
Roma, Milão, Turim e Bolonha são as cidades italianas mais atingidas pelas manifestações que reúnem estudantes, caminhoneiros e agricultores. Motivos: Encarecimento dos combustíveis e de alimentos; e as políticas educacionais do governo federal.
E será que essa onda de protestos pode ganhar outros países? Tipo Estados Unidos e... Brasil? Não tenho a menor ideia. Bora lembrar que esses dois países já tem um histórico recente de pauleira causada pela extrema direita por não aceitar o resultado democrático das urnas.
Domingo tem eleição.
Fica acordado, Brasil!
