quarta-feira, 14 de outubro de 2026

𝗠𝗗𝗕 DECLARA APOIO A FLÁVIO BOLSONARO, DA FAMÍLIA QUE 𝗗𝗘𝗙𝗘𝗡𝗗𝗘𝗨 𝗚𝗢𝗩𝗘𝗥𝗡𝗢𝗦 𝗠𝗜𝗟𝗜𝗧𝗔𝗥𝗘𝗦... DR. ULYSSES 𝗡Ã𝗢 𝗚𝗢𝗦𝗧𝗔𝗥𝗜𝗔!

       



              É isso mesmo que você está lendo. O MDB um dia já foi a única alternativa aos governos militares e de extrema direita, e teve entre os filiados figuras históricas (entre nacionais e regionais)  como Ulysses Guimarães (1916-1992) que liderou a campanha das Diretas Já; Tancredo Neves (1910-1985), primeiro presidente eleito depois da redemocratização; Franco Montoro (1916-1999), uma das principais vozes da reabertura democrática;  Teotônio Vilela (1917-1983), o chamado "Menestrel das Alagoas"; e Mário Covas (1930-2001). 
    Poisintão.... o velho MDB de guerra foi mudando devagarinho para a direita e hoje abriga figuras como Baleia Rossi (presidente do partido) e Ricardo Nunes (prefeito de São Paulo).  Esse novo MDB rasgou seus princípios e aderiu, no segundo turno em 2026, à candidatura de extrema direita de Flávio Bozonaro (PL). 
    De acordo com os cartolas do MDB, eles pediram a Flávio um "compromisso com a democracia". Putz! Isso parece o mesmo que pedir para o lobo cuidar do rebanho e não devorar nenhuma ovelha...Seria ingenuidade? Não quero nem pensar nessa hipótese...
    Mas o partido não está 100% com o candidato da extrema direita. Os emedebistas estão rachados. E é a menor parte dos diretórios que estão com o clã bozonaro: 17 de 27.
    São eles: 
    São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Goiás, Amapá, Acre, Tocantins, Roraima, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Sergipe. Mais o do Distrito Federal.  
    Diretórios do norte e do nordeste declararam apoio à reeleição de Lula.
    E o que Ulysses Guimarães estaria pensando (e dizendo...) de tudo isso?
    Por ter liderado a campanha das Diretas Já (ao lado de Lula e de outros políticos) e por ter presidido a Assembleia Nacional Constituinte (87/88) e a Câmara dos Deputados, e porque o perfil dele era progressista, não resta dúvida: Não acompanharia o atual comando do MDB. Não votaria no Flávio Bozonaro.
    E no dia da promulgação da Constituição em 1988, Ulysses mandou:
    "Traidor da Constituição é traidor da pátria.[...] Temos ódio à ditadura. Ódio e nojo."