Parece inacreditável, mas aconteceu! A extrema direita tem uma ignorância política/histórica sem limites! Em São Paulo, nessa segunda-feira, 25, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, comparou ("repita!") comparou o inelegível e réu Bozo (PL) ao líder revolucionário Ernesto "Che" Guevara que ao lado de Fidel Castro, derrubou o ditador Fulgencio Batista que ocupava a presidência de Cuba e era muito ligado aos Estados Unidos. E ligação com os americanos é o que Bozonaro mais tem.
A fala totalmente descabida do "camarada" Valdemar:
“É inacreditável a força de transferência do voto do Bolsonaro. O eleitor dele é fiel. E essas coisas [processos na Justiça] tão fazendo com que ele vire um Che Guevara. O Che Guevara tinha um carisma como o Bolsonaro. E ele é lembrado até hoje" .
E por mais ele diga que não, comparou (sim!) um fascistóide de direita com um líder revolucionário de esquerda.
Incredulidade, piada pronta. Foi assim que esquerda (e até a direita!) receberam essa comparação feita por Valdemar.
Sujeito quer demonstrar "conhecimento" histórico e comete uma aberração dessas. Pobre Guevara, deve estar se revirando no túmulo. Mais: O presidente do PL disse que Che era cubano. Errou! (como gritava Faustão na TV). Che era argentino.
QUEM FOI CHE GUEVARA
Um pouquinho de história: Ernesto Guevara de la Serna nasceu dia 14 de junho de 1928 na cidade argentina de Rosário. Médico formado pela Universidade de Bueno Aires, também foi escritor e diplomata. De formação política com influência de Karl Marx e Friedrich Engels, se tornou um revolucionário marxista.
Participou da revolução cubana, um movimento guerrilheiro que durou aproximadamente 3 anos. Em 1º de janeiro de 1959, Fidel Castro declarou a vitória.
Guevara ocupou o cargo de ministro da Economia do governo revolucionário de Fidel. Mas não ficou muito tempo. Voltou a fazer o que a vocação de vida dele pedia: Lutar contra governos autoritários.
Em 9 de outubro de 1967 foi preso e executado no interior da Bolívia, com 39 anos de idade.
Uma imagem do rosto de Che tornou-se um símbolo de movimentos revolucionários e/ou contrários a governos fascistas. Também virou um ícone da contracultura e da cultura popular.