Na disputa de narrativas sobre o (possível) fim da escala de trabalho 6x1, falou a voz da extrema direita. A voz de quem defende empresário. A voz de quem recebe financiamento de campanha de grupos empresariais.
Para o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é preciso, primeiro, que se "cuide" do empregador. E não é aquele sujeito que tem uma birosca de praia, um pequeno comércio ali na esquina. São os tubarões do mercado: Redes de Supermercados, cadeias de lojas, bancos, indústrias, shoppings centers...
O político defende "calma" na implementação da redução da jornada de trabalho, que isso deve ser feito de forma "gradual". Mas em se tratando de programas de apoio às empresas, aí a turma conservadora/do centrão quer "para ontem". Sem "gradualismo".
E já faz uma ameaça: Se tiver redução de jornada de trabalho, vai ter redução de salário. Apesar de ele "concluir" que empregado fará "bicos" no dia extra de folga para complementar a renda, não dá pra generalizar. Ter essa certeza.
Talvez ele desconheça uma palavra que se chama família: O trabalhador terá um dia a mais para descansar e ficar junto com quem ele ama.
(arte: ICL)
* A ilustração desse texto; com auxílio de I.A.

