"O cartรฃo รฉ preciso para barrar essa fisicalidade".
"Essa seleรงรฃo vai ter que ser dinรขmica para enfrentar um bloco baixo".
"A soberba pune".
"O perde-pressiona รฉ muito bom!"
"O Brasil estรก parado nas entre linhas".
"Atropela nas transiรงรตes".
"Ele fica flutuando no meio".
Sรฃo apenas alguns exemplos que somos obrigados a ouvir nas transmissรตes da Copa do Mundo 2026. Uso de uma linguagem excessivamente formal, com palavras difรญceis pra falar de... futebol? Para falar para um paรญs onde 78,6% dos habitantes tem NO MรXIMO o ensino mรฉdio? Dado do IBGE.
Para se comunicar dessa maneira empolada, artificial, essa gente quer parecer mais culta, inteligente, intelectual ou sofisticada. E alguns desses "profissionais" do microfone nem jornalistas sรฃo.
Esquecem (serรก?) que estรฃo falando sobre o esporte mais popular do paรญs justamente para o povรฃo. E uma regra bรกsica na comunicaรงรฃo รฉ: Fale aquilo que as pessoas entendem. Caso contrรกrio, teu trabalho fica sem sentido.
Se querem falar assim - e sรฃo aqueles que tรชm apenas a "cultura da orelha de livro" - deveriam comentar/transmitir campeonatos de advogados, linguistas, filรณsofos, sociรณlogos, diplomatas, entre outros. Esses sรฃo profissionais que devem ter uma ampla cultura, gostam disso, e sรฃo obrigados a utilizar expressรตes com norma culta, uma linguagem formal.
Mas no futebol... pelamordedeus! Aprendam, por favor, com os profissionais mais antigos, com aqueles que eram "raiz" e falavam o futebolรชs que o povรฃo entende!
* Imagem criada com auxรญlio da I.A.
