No Brasil de um governo democrático, progressista e de alianças (que vão da esquerda ao centro-direita), está se discutindo a redução da escala de trabalho. A ideia é acabar com a 6x1 e dar, pelo menos, mais um dia de descanso para o trabalhador. Seria, quem sabe, a 5x2.
Já na Argentina de Javier "El Loco" Milei, o Senado aprovou - na madrugada dessa quinta-feira, 12 - o projeto de reforma trabalhista apresentado pelo presidente da República, que é de extrema-direita. O projeto é polêmico, para dizer o mínimo.
Trata-se em verdade de "exploração" trabalhista em vez de "reforma" porque só beneficia os patrões. Duvida? Veja só: Vai ter a possibilidade de aumentar a jornada de trabalho de 8 para 12 horas; redução de indenizações por demissão sem justa causa; facilitação de contratações e, principalmente..., de demissões.
A "flexibilização" das relações trabalhistas reduzem o poder de negociação dos sindicatos de trabalhadores (que na Argentina são muito fortes e têm poder de mobilização...) e as proteções históricas dos empregados.
O texto, agora, segue para análise da Câmara dos Deputados, onde Milei tem muitos parlamentares, mas não a maioria, e vai precisar compor com outros blocos de direita.
Por falar em direita... os pobres de direita no Brasil (influenciados pela caterva bozonarista) que acham que Milei representa a "modernização", deveriam mudar para a Argentina. Se aqui não está bom, vão pra lá trabalhar 12 horas por dia...
Ah, sim! e Milei quer fracionar as férias ao longo do ano e mudar as regras para licença por doença e acidente de trabalho.
Só falta querer acabar com a aposentadoria.
Não dá ideia... não dá ideia...
