Noite de quinta-feira,18, na cidade de São Paulo, casa do ex-presidente Temer (MDB): Ele e os deputados federais Aécio Neves (PSDB/MG) e Paulinho da Força (Solidariedade/SP) se reuniram pra discutir ideias de "pacificar" o Brasil. O que pintou: O projeto da anistia viraria projeto da dosimetria. Ou seja, trocaria a possibilidade de liberdade por um período menor atrás das grades.
Mas a extrema direita não aposta todas as fichas numa possível soltura de Bozonaro (PL) et caterva? Sim, mas os extremistas sabem que o STF resiste (pra não dizer, por enquanto que não vai aceitar...) a anistia.
Duas coisas. A primeira: A impressão que dá é que a direitona já abandonou o Bozo. Já sabe que é "jogo perdido", porque oferecendo redução de pena, de qualquer maneira o manteria fora da eleição de 2026. Segundo: Notícias que vem da casa do condenado e inelegível são um pouquinho diferentes: O sujeito ainda espera por anistia. E quer anistia para todo mundo. Principalmente para ele! O biltre não quer um perdão "light" (que beneficiaria só os "malucos" - como ele se refere aos apoiadores dele que quebraram tudo em Brasília) mas uma anistia premium, hiper, mega, personnalité, vip, pra que ele se livre da cana brava...
Veja o que disse Paulinho da Força, que é o relator do projeto de anistia:
(arte: ICL)
Deputado, péra lá: "projeto para pacificar o país"? Que história é essa, Paulinho? O país fica pacificado acusando, julgando e condenando (com todo o direito de ampla defesa...) quem comete crimes. Há paz quando bandidos ficam na cadeia, longe da sociedade. E planejamento/tentativa de golpe de estado é crime.
Outra coisa: O que o Aecinho (como o avô dele, Tancredo, o chamava...) estava fazendo nessa reunião? Por que ele? Mas dá pra se ter uma ideia: Apesar de ter dito em 2014 que "não era golpista" e que a eleição de Dilma (PT) teve "lisura", em 2015 já radicalizava o discurso: Segundo edição do jornal O Globo, na época, afirmou que não perdeu a eleição para um partido, mas para "uma organização criminosa" e acreditava que a presidente "não terminaria o mandato". E foi, de fato, o que aconteceu.
Em 2014, Dilma venceu no segundo turno. Fez 51,64% dos votos contra 48,36% de Aécio.
Em verdade, ele nunca aceitou bem a derrota para a petista.
No processo de impeachment, em 2016, imaginava-se que Temer ficaria ao lado de Dilma. Não foi o que aconteceu. Acabou se abraçando com os golpistas. Golpistas? De acordo com o portal Jus Brasil, a presidente foi afastada do cargo "sem ter cometido crime de responsabilidade".
Michel Temer assumiu a Presidência.

